sábado, 29 de abril de 2017

Alergia a esmaltes

Olá, lindezuras!




Quem me acompanha desde o início já sabe que sou alérgica a esmaltes, o que é terrível quando não se abre mão de ter as unhas ajeitadinhas e coloridas...

Mas como eu descobri que sou alérgica? 

Poisé, não aconteceu de uma hora para outra. Sou vaidosa desde pirralhinha e me lembro quando eu tinha meus 5 aninhos e me sentava no degrau da porta de entrada de casa e usava uma banquetinha como mesa para pintar meus dedos (porque a unha acabava sendo pintada como consequência das pinceladas aleatórias e sem coordenação hihihi!) 

Me lembro claramente como se fosse hoje de usar os esmaltes da Colorama nessa embalagem quadradinha e pequena, a tampa era toda marcada de mordidas porque não tinha força pra abrir com as mãos e ainda usava a beiradinha pra limpar os "borradinhos" das unhas rs:


Seção nostalgia 
Também tinha os da Risquè:


Mais seção nostalgia 
Gente, eu usei muito os esmaltes da Xuxa e da Angélica da Impala!!! =D



Seção nostalgia (imagens da internet, não tem os créditos)
Foram muitos anos pintando as unhas com vários esmaltes de marcas diferentes e nunca sentia nenhuma reação até aproximadamente meus 17 anos. A partir daí, quando eu pintava as unhas, eu sentia uma coceirinha e um pouco de inchaço e descamação no pescoço, pálpebras, dedos e cutículas (isso mesmo, alguns lugares nadavê).

Gente, eram coceirinhas que não havia coçadinha que desse jeito! Era aquela coceira que dava e quanto mais eu coçava, mais vesga de coceira eu ficava. O pior é que o ato de coçar só agrava a situação, porque o esmalte da unha entra em contato com a pele irritada e daí é um eitalêlê sem fim a ponto de ficar em carne viva... 

Procurei um dermatologista que me encaminhou para um alergista que me diagnosticou com alergia a esmaltes. Não me disseram qual componente especificamente era o causador da minha alergia, pois na época eu nem me preocupei em saber desse detalhe e eu achava que todos os esmaltes poderiam me fazer mal. Passei muitos anos me sentindo nua sem poder pintar as unhas, os esmaltes hipoalergênicos eram raros e os que eu encontrava eram de cores bem feinhas e caras demais. =/

Para quem não sabe, os esmaltes são compostos por alguns componentes que ao longo dos anos podem desenvolver a alergia. São eles: o Tolueno que é responsável por diluir o esmalte, o Formaldeído que é responsável pela fixação e durabilidade da cor, a Mica que um pigmento de brilho nas cores peroladas e cintilantes e o Dibutilftalato (DBP) que serve para dar brilho.

Hoje em dia, algumas marcas como a Colorama estão deixando de utilizar esses componentes (é a marca que mais uso atualmente por ser baratinha e ter uma boa variação de cores) e outras desenvolveram uma linha hipoalergênica como a Impala, Risquè e Revlon entre outras, mas os preços ainda são meio salgadinhos em comparação aos esmaltes convencionais.

Tá, eu sou teimosa e às vezes eu uso esmaltes que eu sei que irão me dar comichão, mas eu vou aguentando até não ter mais jeito, nem que seja por um dia!

Algumas marcas me dão uma reação mais forte e outras só nas primeiras horas de uso e têm as que mesmo não sendo hipoalergênicas, não me provocam reação por não ter algum dos 3 componentes. Na verdade é na sorte! Eu vou testando e conferindo os efeitos, principalmente quando estou usando produtos para fazer resenhas aqui para vocês. 

Resumidamente é isso, a alergia veio se instalando no decorrer dos vários anos de uso dos esmaltes e hoje convivo bem com ela. As marcas estão investindo nas versões 3 Free, hipoalergênicas e até mesmo retirando-os de sua composição, portanto, não há mais motivos para sair com as garrinhas desfeitas! =D

Mil beijokas e se os proprietários das fotos desta postagem aparecerem, é só falar comigo que eu adiciono os créditos, viu! 
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